Ter a coragem de chamar os pecados pelo seu nome perante o confessor
Papa Francisco
Na homilia da manhã de 25/1.Santa
Missa celebrada pelo Papa Francisco na Casa de Santa Marta que foi inteiramente
dedicada ao Sacramento da Reconciliação. Segundo o Santo Padre, para muitos
adultos confessar os pecados perante um sacerdote é um esforço insustentável
que pode transformar um momento de verdade num exercício de ficção. O Papa
Francisco comentou a Carta de S. Paulo aos Romanos em que o Apóstolo admite
publicamente perante toda a comunidade que na “sua carne não habita o bem” e
ainda admitiu ser um “escravo” que não faz o bem que quer, mas cumpre o mal que
não quer. O Papa diz-nos que esta é a luta dos cristãos:
“E esta é a luta dos cristãos. É
a nossa luta de todos os dias. E nós nem sempre temos a coragem de falar como
fala Paulo sobre esta luta. Sempre tentamos uma via de justificação: ‘Mas sim,
somos todos pecadores. Dizemos assim, não é? Isto dizêmo-lo dramaticamente: é a
nossa luta. E se nós não reconhecermos isto nunca poderemos ter o perdão de
Deus.”
“Alguns dizem: ‘Ah, eu confesso-me com Deus!. Mas, é fácil, é como
confessar por email, não é? Deus está lá longe, eu digo as coisas e não há um
face a face, não há um olho no olho. Paulo confessa as suas debilidades
diretamente aos irmãos, face a face. Há ainda outros que dizem: eu vou
confessar-me; mas confessam-se de coisas tão etéreas, tanto no ar que não são
concretas. E isso é a mesma coisa que não o fazer. Confessar os nossos pecados não é como ir ao psiquiatra, ou ir para uma
sala de tortura: é dizer ao Senhor; eu sou pecador, mas dizê-lo através do
irmão, para que seja concreto.”
O cristão deve lidar com o seu pecado de uma forma concreta, honesta e
ter a capacidade de se envergonhar perante Deus, pedindo perdão e
reconciliando-se confessando os seus pecados. E, segundo o Papa Francisco,
o melhor mesmo é imitarmos as crianças:
“ Os pequenos têm aquela sabedoria: quando uma criança vem confessar-se
nunca diz coisas genéricas. ‘Mas Padre eu fiz isto à minha tia, eu disse aquela
palavra!’ São concretos. Têm aquela simplicidade da verdade. E nós temos sempre
a tendência de escondermos a realidade e as nossas misérias. Mas, há uma
coisa bela: quando confessamos os nossos pecados, como estamos na presença de
Deus, sentimos sempre vergonha. Envergonharmo-nos perante Deus é uma graça.
Recordemos Pedro quando depois do milagre de Jesus no Lago diz: ‘Senhor
afasta-te de mim que sou pecador’. Envergonha-se do seu pecado perante a
santidade de Jesus Cristo.” (Red. Rádio Vaticano / Red. ZENIT T.S.)
Fonte: ZENIT

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