Católicos, voltem para casa!
SACRAMENTO DE CURA
A Confissão Parte II
“A penitência impele
o pecador a suportar tudo de boa vontade. Em seu coração esta o arrependimento;
em sua boca, a acusação; em suas obras, plena humildade e proveitosa satisfação.”
São João Crisóstomo.
Crismando, para um boa confissão é necessário
antes de tudo nos reconhecemos pecadores e necessitados da misericórdia de Deus.
Um exame de consciência tendo diante dos olhos a Palavra de Deus e seus
mandamentos é importante fazer antes de chegar ao padre para confissão. A confissão não é simplesmente uma conversa
onde pedirei conselhos, mas é algo muito mais profundo. No Sacramento da
Penitência é necessário por parte de quem procura o confessor, três coisas: contrição, confissão e satisfação.
Contrição:
É uma
dor da alma e detestação do pecado cometido e um proposito firme de não
os tornar a cometer no futuro. Reconhecendo que o pecado cometido ofende
diretamente a Deus. Este é um ato que deve vim sempre em primeiro lugar.
Confissão:
É a
acusação de cada um dos nossos pecados ao confessor, para dele recebermos a absolvição.
Não é simplesmente uma narração de nossos pecados, mas uma verdadeira e
dolorosa manifestação dos próprios pecados. É um momento, de que até no ponto
de vista simplesmente humano, nos liberta, pois assumimos a responsabilidade
deles. Não devemos por hipótese nenhuma, nem por vergonha ou medo do que o
padre irá achar, deixar de revelar um pecado no momento da confissão, mesmo que
esses pecados sejam muito secretos, as vezes esses pecados ferem mais
gravemente a alma e são mais
prejudiciais do que os outros que foram
cometidos a vista e no conhecimento de todos.
“Se o doente tem vergonha
de mostrar sua ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ignora.”
S. Jerônimo.
Define-se
como a oração ou a boa obra que o padre impõe em expiação dos seus pecados. A
absolvição tira o pecado, mas não remedeia todas as desordens que ele causou.
Esta satisfação chama-se também de penitência.
Por exemplo (restituir as coisas roubadas, restabelecer a reputação
daquele que foi caluniado, etc...)
Recebendo
mais frequentemente este sacramento de cura que é a confissão, por meio do dom
da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele.*informações retiradas do Catecismo da Igreja Católica.
Crismando,
neste tempo da quaresma é de suma importância vocês buscarem o sacramento da confissão,
pois é um sacramento de cura. Onde nos libertamos dos laços do demônio e nos
tornamos homens novos em Cristo Jesus. O
senhor vem em auxilio ás nossas fraquezas através da Sagrada Escritura que nos
diz:
“Se alguém pecou, temos junto do Pai um advogado, Jesus Cristo, o Justo. Ele é
a propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos
pecados do mundo inteiro. (1Jo
2,1-2) Do Catecismo da Igreja, aprendemos que “aqueles que se aproximam do
sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e são reconciliados com a
Igreja. O Sacramento da Penitência foi instituído por Cristo no dia da sua Ressurreição,
onde deu aos seus apóstolos o poder de perdoa os pecados. “Soprou sobres eles dizendo: Recebei
o Espirito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados;
àqueles a quem retiverdes, ser-lhe-ão retidos” Jo 20,22-23.
É necessário antes de tudo conhecer este tesouro que
nosso Senhor nos deixou para bem aproveita-lo, pois temos uma grande ferramenta
e muitas vezes não sabemos usa-la para nossa santificação. Todos necessitamos
do sacramento da confissão “se dissermos: não temos pecado, enganamo-nos a nós
mesmos e a verdade não está em nós”1Jo
1,8.
*Dados retirados do Catecismo da Igreja Católica. n.1422; pintura A volta do filho pródigo de Rembrandt.
Ó São José, Fazei que levemos uma vida pura!
José foi também um homem de fé e obediente. Quando o anjo do Senhor em sonho lhe revelou o
mistério sobre a criança que Maria trazia no ventre, imediatamente e sem
questionar ou preocupar-se com fofocas, a tomou como esposa. Quando o anjo lhe
apareceu novamente para avisá-lo do perigo que a sua família corria,
imediatamente deixou tudo o que possuía, bem como os parentes e amigos e partiu
para um país estranho e lá permaneceu, aguardando pacientemente até que o anjo
do Senhor, no devido tempo, o instruiu para retornar (Mt 2,13-23). Quando Jesus
ficou no templo, perdido dele e da mãe, José, junto com Maria, procurou-o com
grande ansiedade até encontrá-lo ao fim de três dias (Lc 2,48). Tratava Jesus
como seu próprio filho, a tal ponto que os habitantes de Nazaré repetiam
constantemente em relação a Jesus "Não é ele o filho de José?" (Lc
4,22). José teve uma morte linda, como muitos gostariam de ter, ao lado de
Jesus e de Maria.
A cruz é uma honra que Nosso Senhor dá para aqueles a quem ama. Que maior
prova de amor pode dar Deus a uma alma do que fazer dela uma vítima de amor, em
união com o Crucificado?
Porém, a compaixão de Jesus para com todos aqueles que sofrem é tão grande que Ele se identifica com eles: "Estive doente e me visitastes" (Mt 25,36). Deste modo, cumpri-se de modo perfeito a profecia de Isaias: "Tomou nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males" (Is 53,4).Esse amor de predileção, por todos nós, alivia-nos os sofrimentos e ajuda-nos a encará-los como o Apóstolo Paulo: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rm 8, 18).
“Você jejua?
Você jejua?
Dê-me prova disso por suas obras.
Se você vê
um homem pobre, tenha piedade dele.
Se você vê
um amigo sendo honrado, não o inveje.
Não deixe
que somente a sua boca jejue, mas também o olho e o ouvido e o pé e as mãos e
todos os membros de nossos corpos.
Que as mão
jejuem, sendo livres da avareza.
Que os pés
jejuem, cessando de correr atrás do pecado.
Que os olhos
jejuem, disciplinando a não fintarem o que é pecaminoso.
Que a boca
jejue de palavras vis e de criticismo injusto.
Porque, qual
é o proveito se nos abstermos de aves e peixes, mas mordemos e devoramos os
nossos irmãos?
Possa AquEle que veio ao mundo para salvar
pecadores nos fortalecer para completarmos o jejum com humildade, tendo misericórdia
de nós e nos salvando.’’
São João Crisóstomo sobre o jejum.
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